A população do Amazonas paga a tarifa de energia elétrica mais cara do país. O quilowatt hora (kwh) é de R$ 1,07, quando a média nacional é de R$ 0,87. Os números podem ser conferidos no portal da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A explicação, é que o Amazonas produz sua própria energia elétrica com a hidrelétrica de Balbina, no município de Presidente Figueiredo, no entanto, é insuficiente para atender as demandas de Manaus, precisando comprar energia de outros fornecedores, o que encarece a tarifa de energia no Estado.

Cada uma das cinco unidades geradoras de Balbina tem capacidade de geração de até 50 megawtts (MW) de energia elétrica. A construção da hidrelétrica formou um lago de 2.360 quilômetros quadrados, mas tem um potencial para gerar apenas 250 megawatts de energia.

Com uma área semelhante, a hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, produz cerca de 8.370 MW de energia. Apesar disso, o Estado do Pará aparece em segundo lugar no ranking das tarifas energéticas mais caras, com R$ 1,02 kWh e em terceiro aparece o Rio de Janeiro onde a tarifa é de R$1,00 kWh.

De acordo com dados do Instituto Socioambiental (ISA), cerca de dois milhões de pessoas na Amazônia não têm acesso constante à eletricidade. O instituto realizou esta semana em Manaus a Feira & Simpósio Energia e Comunidades.

 

Confira a matéria completa no site Em Tempo.

 

Autor: ELIEZER RAPOSO