Investimento em energia solar pode favorecer economia pós-pandemia

A opção pode ser um investimento tanto para empresas de grande porte, quanto para pessoas que precisam de energia em uma localização remota

Por Em Tempo   19 de Outubro de 2020 às 12:26

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  • A geração de energia elétrica por irradiação solar promove economia e sustentabilidade. A opção se torna interessante aos empresários pela diminuição do valor da conta de energia, que é um dos principais gastos das empresas. Em um cenário pós pandemia, a alternativa ganha ainda mais força, podendo gerar uma economia de até 98%.

    "Em momentos de crise, o que mantém a empresa viva é a disponibilidade e capacidade de gerar caixa. O investimento em um sistema de energia solar traz justamente esta solução, levando a conta de energia muitas vezes para seu valor mínimo, economia que pode chegar a até 98% da conta. Então, para empresas que pretendem superar este momento, investir em uma solução que traga uma economia que libera caixa de imediato se torna uma excelente alternativa. Além disso, este benefício permanecerá por mais de 25 anos", explica Lucas Batista, Diretor da divisão de Energia Solar da Ledax, empresa que oferece soluções em economia de energia com iluminação LED e geração de energia fotovoltaica para clientes corporativos.

    Lucas afirma ainda que o mercado de energia solar foi um dos poucos segmentos que manteve seu crescimento durante a pandemia. Segundo ele, a opção de instalar o próprio sistema de geração fotovoltaica traz mais competitividade, reduzindo consideravelmente os custos fixos por meio de um investimento de rápido retorno. "Ao mesmo tempo, mostra o quanto a empresa está engajada com o desenvolvimento sustentável e preocupada com questões ambientais por meio da priorização do uso de uma energia limpa e sustentável", afirma.

    Duas opções de energia

    O engenheiro eletricista e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Alessandro Trindade, explica que a energia elétrica fotovoltaica, produzida a partir da luz solar, é dividida em dois tipos principais. O sistema On Grid, utilizado nas cidades, ocorre quando os painéis solares geram energia e promovem a economia na conta, e a Off Grid, quando é utilizada uma bateria para guardar a energia e alimentar a casa quando estiver sem luz, geralmente utilizada em áreas distantes, como sítios e comunidades ribeirinhas. 

    "Se a gente analisar o sistema On Grid, você vai ter de imediato a conta de energia praticamente zerada. Vai precisar continuar conectado à concessionária, porque só vai gerar energia quando tiver sol, mas você vai gerar créditos e aí, durante o dia, sua casa vai consumir a energia que tiver produzindo, caso tenha o suficiente. Pode acontecer ainda de você gerar bastante energia e sua casa não consiga consumir tudo, aí vai no sentido contrário, você vai estar injetando energia e o medidor vai contar os créditos que você vai inserir na rede, e ela pode usar para outro fim", explica o engenheiro.

    A diferença entre os sistemas On e Off é, principalmente, o retorno. Nesta primeira opção, o investimento pode ser compensado em até três ou quatro anos. Já na segunda opção, o retorno é imediato. Os investimentos em energia solar fotovoltaica no Brasil estão em crescimento. No ano passado, chegaram a crescer 212%. Desde 2012, já foram movimentados R$ 10 bilhões no setor, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). 

    Visibilidade positiva

    Alessandro explica que o investimento nessa alternativa é importante também ao estado, econômica e socialmente, pois muitas comunidades ribeirinhas que não têm acesso à eletricidade, poderão crescer e se desenvolver com a presença de energia.

    "O estado tem essa questão da logística, o mundo todo olha a Amazônia, então se você coloca um sistema solar fotovoltaico, que é geração de fonte renovável, então você sinaliza positivamente a quem estiver de fora, para investidores, ambientalistas, que você está gerando energia com fonte renovável, não é um gerador a diesel. É importante ao estado por causa disso, a energia elétrica eleva o desenvolvimento humano, você coloca energia para melhorar a qualidade de vida, o bem-estar e gera aumento de renda, naturalmente", afirma o engenheiro eletricista.

    De acordo com a concessionária Amazonas Energia, responsável por gerir e distribuir a energia elétrica do estado, os créditos gerados pela utilização inferior ao consumo podem ser utilizados em um prazo de até 60 meses, com base nas normas da ANEEL. Além disso, o próprio consumidor deve avaliar o custo/beneficio deste tipo de energia, com base em diversas variáveis como a tecnologia dos equipamentos e o porte da UC, e apresentar o projeto para instalação das placas fotovoltaicas à concessionária, que pode autorizar ou não a instalação.

    Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), informam que em muitos estados brasileiros esta solução ainda é pouco explorada. No Amazonas, por exemplo, há apenas 1.194 Unidades Consumidoras com Geração Distribuída. O número ainda é bem menor do que em estados como Minas Gerais, que possui mais de 62 mil UCs. 

    Reprodução da matéria publicada pelo Portal Em Tempo.

     

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